Agora
Cerrado
Nos municípios da rota, a cobertura nativa vai de 36% a 55%.
- Sacramento36%
- São Roque de Minas55%
- floresta
- outra cobertura nativa
- uso humano
MapBiomas 2025 · município inteiro
Decisão rápida
Traçado próprio
Horas no dia
- De bike: Puxada, cerca de 5 h 45 de pedal no dia.
- Faixas: Leve até 3 h, Média 3 a 5 h, Puxada 5 a 7 h, Extrema mais de 7 h.
De bike: 74,92 km em 1 dia, a 13 km/h.
Fontes e método
Medidos no traçado registrado em 6 de julho de 2024 · dificuldade: régua do Dicas Outdoor
Os alertas vêm da passagem relatada em O caminho.
Clima. Leitura do momento em cada ponto, da Open-Meteo, feita quando a página abre; não é previsão.
Vegetação. MapBiomas Coleção 11, ano-base 2025. As porcentagens do título somam floresta e outra cobertura nativa de cada município. É dado do município inteiro, não do corredor: serve de contexto. As barras seguem a ordem do caminho.
Limites da observação. Uma passagem só, em julho: o trecho entre as portarias 2 e 1 na estação chuvosa não foi observado. As condições podem ter mudado.
A travessia é a espinha do chapadão
O parque foi criado em 1972 com quase 200 mil hectares no papel, mas só pouco mais de um terço foi desapropriado: a mancha contínua do Chapadão da Canastra, por onde corre esta estrada. Por isso quase toda ela fica dentro do limite oficial; do outro lado da serra, no Chapadão da Babilônia, a desapropriação parou no meio.
Hoje a estrada entra pela Portaria 3, por Sacramento, cruza São João Batista da Canastra na Portaria 2 e termina na Portaria 1, em São Roque de Minas, numa tarde de carro. É campo rupestre sem sombra do começo ao fim. No último trecho ficam os Currais de Pedra, anteriores ao parque, e, à beira da estrada, a nascente histórica do Rio São Francisco: um filete de água no capim.
Experiências essenciais
- Parar a cinco metros da nascente histórica do São Francisco e descobrir que é um filete no capim, sem monumento e sem placa grande.
- Ver os Currais de Pedra seca no meio do chapadão, construídos antes de o parque existir.
- Passar pela Garagem de Pedra, um abrigo de rocha bem no leito da estrada, no quilômetro 45.
O caminho
A estrada, trecho a trecho
A estrada começa na ponta noroeste do parque, já no alto do chapadão, e segue até a Portaria 2, no distrito de São João Batista da Canastra. É o trecho em que ainda há povoado por perto e, se algo der errado, por onde sair.
Depois da Portaria 2 o caráter muda. Dali até perto do fim é chapadão aberto — a parte mais longa da travessia, e a que não tem apoio nenhum. Não há comércio dentro do parque: o que vai no carro é o que se tem até a outra ponta. Um pneu furado aqui não é um contratempo, é o dia inteiro.
O fim concentra o que a travessia tem de marco. Os Currais de Pedra aparecem primeiro, um pouco afastados da estrada; pouco adiante, colada a ela, a nascente do São Francisco; e a travessia termina na Portaria 1, em São Roque de Minas. A estrada sobe e desce o dia inteiro, mas isso não descreve serra nenhuma: é o chapadão ondulando, e as duas pontas ficam praticamente na mesma altura.
O estado da estrada, por trecho. Na passagem, entre as portarias 3 e 2 a estrada estava boa; entre a 2 e a 1, precária, com buraco e erosão. A passagem foi de 4x2, na seca, sem dificuldade, das 13h07 às 16h44, hora de Brasília, com média de 20,7 km/h.
O mapa
Fonte: traçado próprio (silvioemanuel, Wikiloc), registrado de carro em 6 de julho de 2024.
O perfil em tabela
Reamostrado a cada 25 m e suavizado em ~150 m, o mesmo método do desnível da ficha. Cada ponto está no km em que o traçado passa por ele; a altitude da tabela é a do arquivo nesse ponto, sem suavizar, como a da ficha.
| Ponto | km do traçado | Altitude do traçado |
|---|---|---|
| Portaria 3 | 0,0 | 1.316 m |
| Portaria 2 — São João Batista da Canastra | 28,1 | 1.348 m |
| Ponto mais baixo | 32,0 | 1.191 m |
| Ponto mais alto | 67,4 | 1.499 m |
| Portaria 1 — São Roque de Minas | 74,9 | 1.291 m |
- O traçado cobre a travessia inteira, da Portaria 3 à Portaria 1, sem trecho faltando.
- O Curral de Pedra e a Cachoeira do Lava-pé ficam fora da estrada; a distância no mapa é em linha reta e não promete acesso.
- A Casca D’Anta e a Rasga Canga não estão neste mapa: são da rota irmã, o Circuito da Parte Alta.
Os municípios, na ordem do caminho
Antes de ir
- O terrenoSem sombra nem comércio no parque: leve no carro tudo até a outra ponta.
- Cerrado e sol forteSol forte, pouca sombra e água espaçada. Leve mais água do que parece preciso.
- Serra e desnívelO desnível cansa mais que a distância. Calçado com tração; bastões ajudam nas descidas.
- Beira de rio e travessiasO pé pode molhar. Saco estanque e atenção à correnteza depois de chuva.
- Quando irConsulte a previsão: o alto venta e esfria à noite.
Antes de sair, confira as regras de visitação no site do ICMBio.
Dados, fontes e evidências
Fontes e método Fonte gestora · legislação e plano de manejo · base cartográfica oficial · registro de campo · base colaborativa e dado ambiental
Como os 74,92 km foram medidos
Os números vieram somados ponto a ponto pelos 7.534 registros do traçado de 6 de julho de 2024 — sem estimativa e sem cópia de ficha.
O desnível de +943 m / −966 m é estimativa, não medição de precisão: o perfil do GPX é reamostrado a cada 25 m e suavizado numa janela de cerca de 150 m antes da soma, para filtrar o jitter vertical do GPS.
Os 97,6% dentro do parque saem de outro cálculo: o cruzamento deste traçado com o polígono oficial do ICMBio. É medição do Dicas Outdoor sobre dado oficial.
Onde os números desta página divergem da fonte oficial
Extensão
O parque descreve a estrada interna como “cerca de 70 km”; o traçado registrado mede 74,92 km. Os dois medem a mesma estrada e não se contradizem — “cerca de” comporta a diferença. A página publica a medida do traçado e deixa a do parque à vista.
Dificuldade
A régua de dificuldade do Dicas Outdoor mede o esforço a pé ou de bike. De bike, ela se aplica: 75 km em um dia, a 13 km/h, dão 5,8 h — Puxada. De carro, não se aplica: são 75 km de terra bem traçada em pouco menos de quatro horas, e a exposição é alta.
O que esta travessia NÃO tem — e por que isso importa
A Serra da Canastra tem duas rotas no Dicas Outdoor, e elas compartilham lugares. A tentação de repetir os marcos da rota irmã é real, e a curadoria de pontos mediu cada um contra este traçado antes de decidir:
A Cachoeira Casca D’Anta está a 6,0 km daqui e a Rasga Canga a 7,8 km. As duas são pontos do Circuito da Parte Alta, não desta travessia, e por isso não aparecem no mapa nem na lista de marcos desta página.
E o mesmo lugar pode ter relação diferente em cada rota. O Curral de Pedra está a 71 m deste traçado — referência próxima, com distância em linha reta — e a 3 m do traçado da Parte Alta, onde é ponto do percurso e recebe quilometragem. Não é contradição: são duas estradas passando a distâncias diferentes do mesmo lugar. A nascente do São Francisco, essa sim, é ponto das duas — mas aqui ela chega no km 70,3, quase no fim, e lá no km 5,7, quase na largada.
Como o mapa foi feito
O desenho é a travessia inteira, da Portaria 3 à Portaria 1 — o arquivo cobre o percurso de ponta a ponta, sem trecho faltando.
Os marcos foram conferidos no OpenStreetMap ao longo do traçado e cada um leva a quilometragem em que o traçado registrado passa por ele. Onde o ponto fica FORA da estrada, a distância é em linha reta e não promete acesso: o Curral de Pedra está a 71 m do traçado, e a Cachoeira do Lava-pé a 204 m.
A travessia inteira corre por São Roque de Minas (MG), com trechos curtos passando para Sacramento (MG) onde a estrada acompanha a divisa — conferido ponto a ponto contra a malha municipal do IBGE, e não contra o nome da portaria: a Portaria 3 é o acesso por Sacramento, mas o portão em si cai em São Roque de Minas.
A Cachoeira Casca D’Anta e a Rasga Canga não estão neste mapa, e é deliberado: medidas a 6,0 km e 7,8 km deste traçado, elas são pontos da rota irmã — o Circuito da Parte Alta —, não desta travessia.
Fonte oficial consultada
Fonte: ICMBio — Informações sobre Visitação, PARNA da Serra da Canastra · consultado em 10 de setembro de 2026.
Alcance: informação do lugar, não desta rota — nenhuma ficha específica dela foi localizada nas fontes consultadas.
Foi consulta documental: a fonte foi lida na data acima, sem confirmação no local.
Fonte gestora
Quem administra a unidade. A consulta está citada, com data, em “Fonte oficial consultada”, acima.
Legislação e plano de manejo
O ato que criou o parque e o documento técnico que separa a área decretada da área desapropriada.
Base cartográfica oficial
O limite do parque usado para medir os 97,6%. É dado oficial; o cruzamento com o traçado registrado é do Dicas Outdoor.
Registro de campo
Uma passagem, em 6 de julho de 2024, de carro, no sentido Portaria 3 → Portaria 1. Não é fonte oficial: é o que foi medido e observado naquele dia.
Base colaborativa e dado ambiental
Bases colaborativas e de sensoriamento remoto usadas no mapa e no contexto territorial. Não descrevem a visitação nem substituem a fonte gestora.
O chapadão inteiro entra no seu mapa
No painel do Dicas Outdoor, o cartão desta rota tem as quatro marcas — ❤️ favorita, “quero ir”, “já fui” e “de novo”. Ela conta na Sala de Troféus e leva junto São Roque de Minas e Sacramento.
Já fez esta rota? Marque no Dicas Outdoor.
O rio começa onde a estrada quase termina
Setenta quilômetros de chapadão para chegar a um filete de água no capim.
Não saia do leito da estrada e feche o que abrir: o campo rupestre demora a se refazer de uma marca de pneu.
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