Veículo 4x4 numa estrada de terra do alto do chapadão, junto a uma queda d'água despencando da escarpa, com campo rupestre sem sombra em volta — imagem gerada por IA, meramente ilustrativa.
Circuito off-road · Cerrado de altitude (São Roque de Minas, MG)

Onze quilômetros por hora

Oitenta e três quilômetros em sete horas e meia. Não é a estrada que é lenta — é que o dia inteiro cabe em três paradas: a nascente do Rio São Francisco, a Cachoeira Rasga Canga e a beirada de onde a mesma água despenca 186 metros. Quem trata isso como deslocamento chega no escuro.

Parte Alta · PARNA Serra da Canastra (MG) — traçado próprio, registrado em 8 de julho de 2024

🚙 83,0 km de terra ⏱️ 7h28 em campo ⛰️ +1.470m de subida 🏞️ 97,8% dentro do parque 🏔️ 878–1.500m

As duas marcas levam ao Dicas Outdoor — é lá que a rota entra no seu mapa.

desce e roda
Imagem meramente ilustrativa, gerada por IA — não é uma fotografia real do local.
Antes de decidir

Este circuito combina comigo?

A média que denuncia o roteiro

Um circuito que se mede em paradas, não em quilômetros

O número que explica esta rota é uma divisão: 83,0 km em 7h28 dá onze quilômetros por hora, meia velocidade de bicicleta. A estrada não é ruim a esse ponto — o que consome o dia são os desvios e as paradas, cada uma o motivo pelo qual alguém sobe até aqui. Com portaria fechando às 18h e entrada até as 16h à época da nossa consulta, sair tarde não fecha o dia, e não há comércio no alto nem sinal de celular constante para socorrer quem se atrasa.

O circuito emenda três coisas que não se parecem. A nascente histórica do Rio São Francisco, a cerca de 1.400 metros, é um filete de água no capim. A Cachoeira Rasga Canga corre sobre a rocha nua do chapadão. E o alto da Cachoeira Casca D'Anta é uma beirada: dali se vê a água sumir por um degrau de 186 metros, o mesmo rio que nasceu como filete horas antes. Por causa desses desvios — não do chapadão em si — o registro anotou 4x4 como o ideal, com SUV 4x2 possível só na seca.

A altimetria conta o resto: 1.470 metros de subida somada e 1.787 de descida, entre 878 m e 1.500 m — o percurso não termina na mesma altura em que começa, subindo ao chapadão e descendo ao vale de São Roque de Minas. É um roteiro que corre praticamente inteiro em parque de verdade: 97,8% do traçado caiu dentro do limite oficial do ICMBio ao cruzarmos o GPX com o polígono. É o campo rupestre de Cerrado no alto do chapadão que sustenta esse número: capim, canela-de-ema e rocha exposta, sem lavoura nem pasto disputando o solo.

Três paradas, três motivos

Por que a Parte Alta toma o dia inteiro

O rio dos dois jeitos, no mesmo diaDe manhã, um fio de água que se pisa sem molhar o pé. À tarde, a poucos quilômetros dali, uma parede líquida caindo 186 metros — as duas imagens, no mesmo roteiro.
Aqui o carro importa4x4 consta como ideal, SUV 4x2 possível na seca — diferente da travessia do chapadão, que se faz de 4x2 sem drama. Os desvios para a Rasga Canga e para a Casca D'Anta pedem mais chão.
Sete horas e meia sem apoioNão há comércio no alto, e o sinal de celular é intermitente. Com portaria fechando às 18h à época da consulta, o circuito não perdoa saída tardia.
Por onde passa

O trajeto do circuito da Parte Alta

Os marcos do nosso registro, na ordem em que apareceram no dia.

📥 Mapa real baixado de apps

Traçado GPS real com as cachoeiras e os mirantes do percurso marcados por nome e quilometragem.

Marcos conferidos no OpenStreetMap ao longo do traçado (raio de 300m). Eles vivem no mapa, não no GPX — o arquivo logo abaixo nesta página é só o traçado.

Os marcos aqui são atrativos e acidentes geográficos, não cidades: o circuito inteiro corre por São Roque de Minas (MG). Publicamos a quilometragem apenas onde o nosso próprio registro a dá — nos pontos em que não medimos, preferimos não pôr número.
Parte Alta, circuito completo

Quantos km, quanto tempo, quanto sobe

Extensão
83,0 km
🚙 Tempo
7h28 em campo
⛰️ Desnível
+1.470m / −1.787m
🏔️ Altitude
878m – 1.500m
Dificuldade
Média
Estado
MG
🏞️ Dentro do parque
97,8% do percurso
🛞 Veículo
4x4 ideal · SUV 4x2 possível na seca
Extensão, desnível, altitude e tempo saem do GPX que registramos em 8 de julho de 2024, somados ponto a ponto. A média de 11 km/h é o dado mais útil da ficha: descreve um dia de paradas, não uma estrada difícil.

A dificuldade é curada, não calculada. O critério publicado do catálogo converte distância em horas por dia com velocidade de referência a pé ou de bike, e não tem referência para percurso motorizado. A classificação Média aqui descreve a soma de três coisas: o carro que o percurso pede, as 7h28 de exposição sem apoio e os 1.470 m de subida acumulada — não a técnica de pilotagem, que não tem trecho severo.

Uma falha do nosso registro, declarada: entre os km 6,5 e 7,2 há dois saltos de GPS, de 685 m e 309 m — o aparelho perdeu sinal por cerca de três minutos. A quilometragem total continua válida, porque o salto é medido em linha reta e a estrada ali é reta, mas o traçado tem esses dois vãos. Preferimos publicar o defeito a esconder um arquivo remendado à mão.
O que encontramos, e por que conferir

Acesso, horários e as regras do parque

🎟️ Ingresso
A confirmar na fonte oficial
🕗 Portaria 1
8h às 18h, à época
⏱️ Entrada
Até as 16h, à época
🚶 A pé ou de bike
Havia janela ampliada nas portarias 1, 2 e 3
Condutor
A confirmar por atrativo
📍 Entrada usual
Portaria 1 — São Roque de Minas
No Protocolo Operacional da Visitação publicado pelo ICMBio à época da nossa consulta, as portarias abriam diariamente das 8h às 18h, com entrada até as 16h e saída até as 18h; havia ainda uma janela especial para quem entra a pé ou de bicicleta pelas portarias 1, 2 e 3, começando antes do amanhecer.

A conta do horário é apertada nesta rota. Com 7h28 de circuito medido e portaria fechando às 18h, entrar às 16h — o limite publicado — não fecha o dia. Sair cedo aqui não é preferência, é a única forma de o roteiro caber.

Confirme antes de ir. Regra de acesso é o dado que mais envelhece: o que hoje é livre pode passar a exigir agendamento, condutor ou ingresso, e um atrativo pode fechar por manutenção, por fogo, por chuva ou de vez. O que está acima é o registro datado da nossa consulta — trate como ponto de partida da sua conferência, nunca como garantia. A sede do parque fica em São Roque de Minas.
MapBiomas · Coleção 10.1 (2024)

Quanto de mata resta no caminho

São Roque de Minas (MG)
43,6% natural
Fonte: MapBiomas Coleção 10.1, ano-base 2024. O dado é do município inteiro, e aqui a diferença entre o município e o percurso é enorme: praticamente todo o circuito corre dentro do parque, sobre campo rupestre contínuo, enquanto os 56% restantes de São Roque de Minas são o pasto e a lavoura do vale, fora do chapadão. Ler os 43,6% como "quase metade do caminho é degradado" seria ler errado.

Uma divergência de classificação que vale registrar: a nossa base municipal marca São Roque de Minas como Mata Atlântica, enquanto o ICMBio classifica o parque como Cerrado. Os dois estão certos no seu recorte — a região é de transição, e o que se pisa no alto é campo rupestre de Cerrado.
Tempo real · Open-Meteo

Clima agora na cidade, na nascente e na queda

São Roque de Minas lá embaixo, o alto do chapadão na altura da nascente e a Casca D'Anta — mais de 600 metros de diferença entre os extremos do circuito.

Atualizado em tempo real · não substitui a previsão do tempo antes de sair. No alto o vento é constante e a amplitude do dia é grande: a mesma tarde que esquenta no vale pode estar fria e ventosa na beirada da queda.
Antes de ir

Ambiente e cuidados no circuito

O fio invisível

Um circuito, uma marcação

Marque como "quero ir" ou "já fiz" no Dicas Outdoor. São Roque de Minas entra no seu mapa e a Parte Alta conta na Sala de Troféus.

Antes de tudo, confie na fonte

Fontes oficiais

Carregando…

O mesmo rio, com sete horas de intervalo

De manhã um filete que se pisa sem molhar o pé. À tarde, uma parede de água caindo 186 metros. Entre as duas imagens, oitenta e três quilômetros de chapadão.

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