Agora
Cerrado
Mais da metade de São Roque de Minas (MG) é cobertura nativa.
- floresta 28%
- outra cobertura nativa 26%
- uso humano 45%
- valores arredondados
MapBiomas 2025 · município inteiro
Decisão rápida
Traçado próprio
Horas no dia
- De bike: Puxada, cerca de 6 h 25 de pedal no dia.
- Faixas: Leve até 3 h, Média 3 a 5 h, Puxada 5 a 7 h, Extrema mais de 7 h.
De bike: 83,04 km em 1 dia, a 13 km/h.
Fontes e método
Medidos no traçado registrado em 8 de julho de 2024 · dificuldade: régua do Dicas Outdoor
Os alertas vêm da passagem relatada em O caminho.
Clima. Leitura do momento em cada ponto, da Open-Meteo, feita quando a página abre; não é previsão.
Vegetação. MapBiomas Coleção 11, ano-base 2025. O título resume os valores da figura, arredondados. É dado do município inteiro, não do corredor: serve de contexto.
Limites da observação. Uma passagem só, de 4x4, em julho: os desvios de terra para a Rasga Canga e o alto da Casca D’Anta na estação chuvosa não foram observados. As condições podem ter mudado.
Um circuito que se mede em paradas, não em quilômetros
O circuito emenda três lugares que não se parecem. A nascente histórica do Rio São Francisco aparece quase na largada, à beira da estrada: um filete de água no capim. O alto da Cachoeira Casca D’Anta, ainda na primeira metade, é uma beirada de onde se vê o mesmo rio sumir por um degrau. A Cachoeira Rasga Canga, passada a metade, corre sobre a rocha nua do chapadão.
Hoje o percurso toma um dia inteiro: o que consome as horas são os desvios e as paradas, não a estrada. Ela sobe e desce muito, e desce mais do que sobe; o ponto mais alto vem no último quarto do dia, e o fim fica a alguns quilômetros do início. “Circuito” é o nome que a região usa, não a geometria.
Experiências essenciais
- Pisar a nascente do São Francisco logo no começo do dia e ver o São Francisco começar como um fio de água no capim.
- Chegar à beirada do alto da Casca D’Anta e ver o mesmo rio desaparecer por um degrau, horas depois de tê-lo visto nascer.
- Parar na Rasga Canga, que corre sobre a rocha nua do chapadão em vez de cair de um paredão.
O caminho
O alto e o vale, rota a rota
São duas rotas, e elas se completam: o circuito no alto, de carro, e a trilha curta que vai ao pé da mesma cachoeira, no vale.
Ver do alto não é chegar na queda. O que o circuito da Parte Alta toca, lá em cima, são os mirantes — o Mirante Casca D’Anta colado à estrada e o Mirante Rio São Francisco a poucos passos dela. A cachoeira em si fica mais adiante, e a base dela fica na Parte Baixa do parque, com acesso próprio, no vale. São dois dias diferentes, ou pelo menos duas entradas diferentes.
O circuito do alto e a trilha do vale dividem o município, São Roque de Minas, e a mesma cachoeira, vista pelas duas pontas.
A entrada. Na passagem, a entrada foi pela Portaria 1, em São Roque de Minas. A Parte Baixa tinha sido percorrida no dia anterior, a pé.
Uma falha do registro, declarada. Entre os km 6,5 e 7,2 há dois saltos de GPS, de 685 m e 309 m — o aparelho perdeu sinal por cerca de três minutos. A quilometragem total continua válida, porque o salto é medido em linha reta e a estrada ali é reta, mas o traçado tem esses dois vãos. O defeito fica publicado, em vez de um arquivo remendado à mão.
O relógio do dia. Na passagem, o GPS registrou das 9h17 às 16h44, horário de Brasília, com média de 11,1 km/h.
O mapa
Fonte: traçado próprio (silvioemanuel, Wikiloc), registrado de 4x4 em 8 de julho de 2024.
O perfil em tabela
Reamostrado a cada 25 m e suavizado em ~150 m, o mesmo método do desnível da ficha. A altitude da tabela é a do arquivo em cada ponto, sem suavizar, como a da ficha.
| Ponto | km do traçado | Altitude do traçado |
|---|---|---|
| Portaria 1 — São Roque de Minas | 0,0 | 1.219 m |
| Ponto mais alto | 69,6 | 1.500 m |
| Ponto mais baixo | 81,7 | 878 m |
- A Cachoeira Rasga Canga fica sobre o percurso, mas não tem pino no mapa: o rótulo não achou lugar legível.
- Ponto fora da estrada não promete acesso: na Casca D’Anta, o que o circuito toca são os mirantes, não a queda.
- A trilha da Parte Baixa é ida e volta pelo mesmo caminho e tem acesso próprio, no vale: é outro dia ou outra entrada.
Os municípios, na ordem do caminho
Antes de ir
- O terrenoSem sombra, sem comércio e com sinal de celular intermitente: água e comida vão no carro.
- Cerrado e sol forteSol forte, pouca sombra e água espaçada. Leve mais água do que parece preciso.
- Serra e desnívelO desnível cansa mais que a distância. Calçado com tração; bastões ajudam nas descidas.
- Beira de rio e travessiasO pé pode molhar. Saco estanque e atenção à correnteza depois de chuva.
- Quando irSaia cedo: o circuito não cabe numa tarde.
Antes de sair, confira as regras de visitação no site do ICMBio.
Dados, fontes e evidências
Fontes e método Fonte gestora · base cartográfica oficial · registros de campo · base colaborativa e dado ambiental
Como os 83,04 km foram medidos
Os números vieram somados ponto a ponto pelos 10.511 registros do arquivo GPS de 8 de julho de 2024 — sem estimativa e sem cópia de ficha. A média de 11,1 km/h é o dado mais útil da ficha: descreve um dia de paradas, não uma estrada difícil.
O desnível de +1.415 m / −1.729 m é estimativa, não medição de precisão: o perfil do GPX é reamostrado a cada 25 m e suavizado numa janela de cerca de 150 m antes da soma, para filtrar o jitter vertical do GPS. No registro, o ponto mais alto (1.500 m) fica no km 69,6 e o mais baixo (878 m) no km 81,7.
Os 97,8% dentro do parque saem de outro cálculo: este traçado foi cruzado com o polígono oficial do ICMBio. É medição própria sobre dado oficial. Para a Parte Baixa, o mesmo cruzamento dá 100%.
Onde os números desta página divergem da fonte oficial
Dificuldade
A régua de dificuldade do Dicas Outdoor mede o esforço a pé ou de bike. De bike, ela se aplica: 83 km em um dia, a 13 km/h, dão 6,4 h — Puxada. De carro, não se aplica: pesam o carro que o percurso pede, as 7h28 de exposição sem apoio e o desnível somado.
Altura da Casca D’Anta
Os 186 metros são repetidos por enciclopédias e sites de turismo, mas não constavam da página oficial de visitação do ICMBio consultada. O número aparece uma vez, com essa procedência dita — fonte secundária é pista, não cadastro.
O que esta rota divide com a travessia do chapadão
A Serra da Canastra tem duas rotas no catálogo, e elas passam pelos mesmos lugares a distâncias diferentes. Cada ponto foi medido contra este traçado antes de entrar:
A nascente do São Francisco é ponto das duas — mas aqui ela chega no km 5,7, quase na largada, e na Travessia do Chapadão no km 70,3, quase no fim. O Curral de Pedra está a 3 m deste traçado, onde é ponto do percurso, e a 71 m do traçado da travessia, onde é apenas referência próxima. Não é contradição: são duas estradas passando a distâncias diferentes do mesmo lugar.
E a recíproca vale: a Garagem de Pedra e a Cachoeira do Lava-pé, que são pontos da travessia, estão a 5,9 km e 9,9 km deste circuito — não são daqui, e por isso não aparecem nesta página.
Como o mapa foi feito
O desenho é o circuito inteiro. Os pontos foram escolhidos espalhados pelo percurso — km 5,7, 28,5 e 67 —, e isso é deliberado: três marcos caíam dentro de 250 metros no km 28,5, e num traçado de 83 km os três rótulos viravam um borrão.
Onde o ponto fica FORA da estrada, a distância é em linha reta e não promete acesso: a Cachoeira Casca D’Anta está a 164 m do traçado, e o que a rota toca ali são os mirantes dela. O Curral de Pedra, a 3 m, é ponto do percurso e recebe quilometragem.
A Cachoeira Rasga Canga fica sobre o percurso, no km 47,8, a 25 metros do traçado — mas não tem pino no mapa: a posição dela cai no canto que o bloco de título ocupa, e em nenhuma altura de quadro testada o rótulo achou lugar legível. Está dita aqui porque o mapa não conseguiu dizê-la.
Cachoeira Casca D’Anta pela Parte Baixa — ida e volta a pé, 3,2 km: da Portaria 4 até o pé da queda, no km 1,6, e de volta pelo mesmo caminho.
Fonte oficial consultada
Fonte: ICMBio — Informações sobre Visitação, PARNA da Serra da Canastra · consultado em 10 de setembro de 2026.
Alcance: informação do lugar, não desta rota — nenhuma ficha específica dela foi localizada nas fontes consultadas.
Foi consulta documental: a fonte foi lida na data acima, sem confirmação no local.
Fonte gestora
Quem administra a unidade. A ficha está citada, com data, em “Fonte oficial consultada”, acima.
Base cartográfica oficial
O limite do parque usado para medir os 97,8% e os 100% da Parte Baixa. É dado oficial; o cruzamento com os traçados registrados é próprio.
Registros de campo
Feitos em dois dias seguidos: a Parte Baixa a pé em 7 de julho de 2024, e o circuito da Parte Alta de 4x4 em 8 de julho. Não são fonte oficial: são o que foi medido e visto naqueles dias.
Base colaborativa e dado ambiental
Bases colaborativas e de sensoriamento remoto usadas no mapa e no contexto territorial. Não descrevem a visitação nem substituem a fonte gestora.
Duas rotas, quatro marcas
No painel do Dicas Outdoor, o circuito da Parte Alta e a trilha da Parte Baixa têm cartões separados, cada um com as quatro marcas — ❤️ favorita, “quero ir”, “já fui” e “de novo”. As duas contam na Sala de Troféus e levam junto São Roque de Minas.
Já fez esta rota? Marque no Dicas Outdoor.
O mesmo rio, duas horas depois
Poucos lugares deixam ver um rio nascer e cair no mesmo dia.
Não saia do leito da estrada e leve o seu lixo de volta: o campo rupestre demora a se refazer de uma marca de pneu.
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