Toda rota da Dicas Outdoor traz uma faixa de dificuldade. Ela serve para comparar rotas entre si — e não para medir o que você, pessoalmente, vai sentir no caminho.
O esforço físico e mental real de percorrer uma rota é relativo a cada pessoa. Ele depende do seu preparo físico no momento, da sua experiência prévia com aquela atividade (caminhada longa, trekking técnico, cicloturismo), do peso que você carrega, de quanto você dormiu, da sua cabeça naquele dia, de eventuais condições de saúde — e das condições climáticas na hora do trajeto, que mudam a mesma rota de um dia para o outro.
Duas pessoas na mesma rota, no mesmo dia, com a mesma mochila, vivem dificuldades diferentes. A mesma pessoa, na mesma rota, em dois momentos diferentes da vida, também.
Por isso a faixa de dificuldade não pode ser usada como parâmetro do que você aguenta. Use-a para comparar rotas entre si ("esta é mais dura que aquela") e para planejar. Para saber o que é seguro para você, converse com guias locais, com quem já fez, e teste o seu ritmo em distâncias menores antes.
Um mesmo método para todas as rotas do catálogo — para que a comparação entre elas signifique alguma coisa.
A base é o ritmo diário: a distância total dividida pelo número de dias divulgado, dividida por uma velocidade de referência. As velocidades que usamos são 4,5 km/h a pé, 13 km/h de bicicleta em terra ou terreno misto, e 18 km/h de bicicleta em asfalto do começo ao fim. O resultado é quantas horas por dia a rota exige — e é essa quantidade de horas que define a faixa base.
Sobre essa base entram os agravantes, cada um somando um nível: duração igual ou superior a 20 dias, altitude acima de cerca de 2.500 metros, trecho técnico (escalaminhada, travessia de rio, exposição) e isolamento logístico (trechos longos sem apoio, água ou saída). Na direção oposta, terreno descrito como suave desce um nível.
Rotas que não têm uma distância única fechada, ou cuja feição técnica o ritmo diário não captura bem — um pico curto mas exposto, por exemplo —, recebem classificação curada à mão, com o motivo registrado na página da rota.
Horas de deslocamento por dia, no ritmo de referência, antes dos agravantes.
| Faixa | Ritmo diário base | Leitura |
|---|---|---|
| Leve | até 3h por dia | Cabe numa manhã. Sobra dia para o resto. |
| Média | 3h a 5h por dia | Um dia de caminhada com pausas, sem pressa. |
| Puxada | 5h a 7h por dia | O dia inteiro é o trajeto. Exige constância dia após dia. |
| Extrema | acima de 7h por dia | Jornada longa, com pouca margem para imprevisto. |
Use a classificação para escolher. Use o seu corpo, a sua experiência e quem conhece o terreno para decidir.
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