Agora
Mata Atlântica
Nos municípios da rota, a cobertura nativa vai de 30% a 81%.
- Sete Barras81%
- Capão Bonito41%
- São Miguel Arcanjo30%
- floresta
- outra cobertura nativa
- uso humano
MapBiomas 2025 · município inteiro
Decisão rápida
Traçado próprio
Horas no dia
- De bike: Média, cerca de 2 h 30 de pedal no dia.
- Faixas: Leve até 3 h, Média 3 a 5 h, Puxada 5 a 7 h, Extrema mais de 7 h.
De bike: 32 km em 1 dia, a 13 km/h. 1.016 m de subida no dia: pelo menos Média.
Fontes e método
Extensão: ficha oficial do Guia de Áreas Protegidas de SP (Fundação Florestal) · tempo: traçado registrado em 27 de julho de 2025, que mediu 64,56 km de ida e volta · dificuldade: régua do Dicas Outdoor
Desnível medido só na ida (Sete Barras a São Miguel Arcanjo, cortado no ponto de retorno); altitude e formato, no registro inteiro, ida e volta
Os alertas de campo são da passagem relatada em O caminho.
Clima. Leitura do momento em cada ponto, da Open-Meteo, feita quando a página abre; não é previsão.
Vegetação. MapBiomas Coleção 11, ano-base 2025. As porcentagens do título somam floresta e outra cobertura nativa de cada município. É dado do município inteiro, não do corredor: serve de contexto. As barras seguem a ordem do caminho.
Limites da observação. Uma passagem só, de bicicleta, num dia seco de julho e com pouco movimento: a estrada depois de chuva forte e na alta temporada não foi observada. As condições podem ter mudado.
Uma rodovia estadual que virou atrativo
A SP-139 corta o Parque Estadual Carlos Botelho de ponta a ponta. O trecho dentro do parque é pavimentado com blocos intertravados — não asfalto — e a Fundação Florestal o trata como atrativo próprio: a Estrada-Parque Serra da Macaca. O parque nasceu antes: em 1982, quatro reservas florestais isoladas viraram um só parque.
Hoje a estrada sobe do Núcleo Sete Barras, no fundo do Vale do Ribeira, ao Núcleo São Miguel Arcanjo, quase setecentos metros acima, em curvas fechadas dentro da mata. Sem o parque, a mata do meio já teria virado o que virou dos dois lados. Como a estrada não encurta caminho, quem entra entra para atravessar o parque, com a floresta encostada nos dois lados o percurso inteiro.
Experiências essenciais
- Ganhar setecentos metros de altitude sem sair da floresta uma única vez, em curvas fechadas que nunca dão um trecho plano de descanso.
- Ver a Mata Atlântica trocar de lado: sai do Vale do Ribeira, onde ela sobrou inteira, e chega ao Alto Paranapanema, onde virou lavoura.
- Entrar na neblina do alto num dia que começou limpo lá embaixo, e entender por que o Vale do Ribeira é o que é.
O caminho
A estrada, do portal ao alto
A estrada não dá tempo de aquecer: a subida começa forte já nos primeiros quilômetros. É a parte mais franca do dia — o que vem depois não fica mais fácil, só mais longo. É estrada de bloco intertravado.
O que cansa aqui não tem truque: é subida acumulada, em curva fechada, sem trecho plano onde as pernas descansem. A mata fechada encosta nos dois lados o percurso inteiro, o que ajuda no sol e atrapalha na visibilidade quando a neblina fecha — e ela fecha no alto mesmo em dia claro lá embaixo.
O portal de cima, o Núcleo São Miguel Arcanjo, é o ponto de virada do dia. E há uma surpresa antes dele: a estrada sobe acima do núcleo antes de descer para ele. Quem planeja o dia pelo desnível do destino erra essa parte.
A volta é a mesma estrada ao contrário, até praticamente o ponto de partida. Somadas ida e volta, é um dia inteiro sobre a bike, num ritmo de quem sobe, não de quem corre.
O piso. O bloco intertravado estava firme e regular do começo ao fim.
O dia inteiro, em números. O GPS registrou das 9h41 às 17h51, hora de Brasília, em 7.357 pontos, com as paradas incluídas.
Não foi travessia. Quem atravessar de ponta a ponta, com apoio ou traslado no outro portal, pedala metade do registro. Os dois números medem coisas diferentes.
O mapa
Fonte: traçado próprio (silvioemanuel, Wikiloc), registrado em 27 de julho de 2025, ida e volta.
O perfil em tabela
Reamostrado a cada 25 m e suavizado em ~150 m, o mesmo método do desnível da ficha. Cada município está no km em que o traçado entra nele (malha municipal do IBGE); a altitude da tabela é a do arquivo nesse ponto, sem suavizar, como a da ficha.
| Ponto | km do traçado | Altitude do traçado |
|---|---|---|
| Sete Barras | 0,0 | 74 m |
| Ponto mais baixo | 0,0 | 74 m |
| Capão Bonito | 21,8 | 754 m |
| São Miguel Arcanjo | 29,6 | 690 m |
| Ponto mais alto | 39,3 | 834 m |
- O registro é de ida e volta: a linha passa duas vezes pelo mesmo traçado e não forma rota circular.
- Quem atravessa de ponta a ponta, com apoio ou traslado no outro portal, pedala metade da distância registrada.
Os municípios, na ordem do caminho
Antes de ir
- O terrenoBloco intertravado que rola bem e não vira lama, em subida de curva fechada sem trecho plano, dentro da mata o percurso inteiro.
- Serra e desnívelO desnível cansa mais que a distância. Calçado com tração; bastões ajudam nas descidas.
- Trechos de mataRaiz e barro escorregadio depois da chuva, sombra e umidade. Leve repelente.
- Estrada de terra e sol abertoTerra entre pasto e lavoura, com pouca sombra. Boné e protetor solar.
- Quando irO Vale do Ribeira é uma das regiões mais chuvosas de São Paulo, e a neblina fecha o alto mesmo em dia claro embaixo.
Antes de sair, confira as regras de visitação no site da Fundação Florestal.
Dados, fontes e evidências
Fontes e método Fonte gestora · legislação · registro de campo · base cartográfica e dado ambiental · a outra página do mesmo portal
Como foram medidos os 64,56 km
O arquivo GPS tem 7.357 registros, feitos em 27 de julho de 2025, e a distância sai somada ponto a ponto: 64.557 metros. O percurso fecha a 55 metros de onde começou, o que confirma o formato de ida e volta pelo mesmo traçado.
O desnível não é a soma dos altos e baixos do arquivo cru: o perfil é reamostrado a cada 25 metros e suavizado numa janela de cerca de 150 metros antes de somar. Pelo método vigente, o registro inteiro soma +1.367 m e −1.362 m; só a ida, cortada no ponto de retorno, soma +1.016 m e −313 m, o par que a ficha publica.
O tempo de 8h09 é o intervalo entre o primeiro e o último ponto do GPS, com as paradas incluídas — das 9h41 às 17h51, hora de Brasília. Dá 7,9 km/h de média.
Onde os números da passagem divergem da ficha oficial
Extensão
A ficha oficial mede a travessia de ponta a ponta, de um portal ao outro: 31 a 32 km, e o catálogo do site publica 33 por ela. O registro da passagem subiu de Sete Barras e voltou pelo mesmo traçado, e por isso mede o dobro. Não é divergência: as duas medidas estão publicadas.
O ponto mais alto
A ficha descreve os dois portais, não o perfil. O registro da passagem mostra que a estrada sobe acima do portal de cima antes de descer para ele: na subida, o GPS marcou 808 m, contra os 789 m do núcleo, no km 32,0.
O que a altitude máxima não prova
A faixa publicada vai até 834 m, que é o que o arquivo registra na descida. No mesmo lugar, a 24 metros de distância, o GPS marcou 792 m na subida: altímetro de GPS de consumo tem erro dessa ordem, e a máxima é o extremo de uma medição, não a altitude do terreno.
Como o mapa foi feito
Traçado GPS real com os três municípios que a estrada atravessa, marcados por nome e quilometragem — exportado em alta resolução, nítido pra ler ampliado.
Os municípios saem da malha municipal do IBGE, cruzada ponto a ponto com o traçado registrado — cada quilometragem medida contra o traçado, não estimada.
Como o registro é de ida e volta, a linha do mapa passa duas vezes por cima de si mesma: o que se vê é um traçado só, e não uma rota circular.
A via corre dentro de um parque de proteção integral, com portal nas duas pontas.
Fonte oficial consultada
Fonte: Guia de Áreas Protegidas do Estado de São Paulo · consultado em setembro de 2026.
Alcance: informação desta rota e da unidade que a abriga.
Foi consulta documental: a fonte foi lida na data acima, sem confirmação no local.
Fonte gestora
Quem administra a unidade.
Legislação
O ato que criou o parque, reunindo quatro reservas florestais isoladas. É de onde saem a área, os municípios e a finalidade.
Registro de campo
Feito em 27 de julho de 2025, de bike, subindo de Sete Barras e voltando. Não é fonte oficial: é o que foi medido e visto naquele dia — inclusive os 42 m de diferença do altímetro entre as duas passagens pelo mesmo ponto.
Base cartográfica e dado ambiental
Bases oficiais e de sensoriamento remoto usadas no mapa e no contexto territorial. Não descrevem a visitação nem substituem a fonte gestora.
A outra página do mesmo portal
O Núcleo Sete Barras, portal de baixo desta estrada, tem trilhas a pé com página própria — outro percurso, outra modalidade, outro dia.
Uma estrada, três municípios no seu mapa
No painel do Dicas Outdoor a rota tem cartão próprio, com as quatro marcas. Sete Barras, Capão Bonito e São Miguel Arcanjo entram no seu mapa e a rota conta na Sala de Troféus.
Já fez esta rota? Marque no Dicas Outdoor.
Trinta e três quilômetros de floresta em pé
A estrada existe porque o parque existe.
Fique na estrada, leve o seu lixo de volta e desça devagar: o que passa correndo por aqui não viu nada.
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