Estrada de blocos intertravados subindo entre paredes de mata atlântica fechada, com neblina baixa entre as árvores — imagem gerada por IA, meramente ilustrativa.
Cicloturismo · PE Carlos Botelho — SP-139, km 45 ao km 78 (SP)

A estrada que atravessa a serra inteira

A SP-139, pavimentada com blocos intertravados, atravessa o Parque Estadual Carlos Botelho do Núcleo Sete Barras, no Vale do Ribeira, ao Núcleo São Miguel Arcanjo, no alto da Serra de Paranapiacaba. Não encurta caminho para lugar nenhum: é para atravessar o parque pedalando.

🚴 31 a 32 km de ponta a ponta 📏 64,56 km ida e volta ⏱️ 8h09 ⛰️ Média

✓ A ficha oficial traz de 31 a 32 km de ponta a ponta; o registro da passagem é a ida e volta desde Sete Barras, 64,56 km

As ilustrações desta página são geradas por IA e são meramente ilustrativas.

Agora

Mata Atlântica

Nos municípios da rota, a cobertura nativa vai de 30% a 81%.

  1. Sete Barras81%
  2. Capão Bonito41%
  3. São Miguel Arcanjo30%
  • floresta
  • outra cobertura nativa
  • uso humano

MapBiomas 2025 · município inteiro

Em um minuto

Decisão rápida

🚴 De bike — bloco intertravado, não terra 🧭 Ida e volta — a travessia oficial é metade 💧 Água só nos núcleos — nada no meio da estrada 📶 Pegou sinal em boa parte do percurso 🚗 Passa carro, pouco — é rodovia estadual 🅿️ O carro ficou no Núcleo Sete Barras 🍽️ Havia restaurante em frente ao Núcleo São Miguel Arcanjo
Extensão
31 a 32 km de ponta a ponta
Tempo
8h09 ida e volta
Dificuldade
Média

Traçado próprio

Desnível
Sobe 1.016 m Desce 313 m
Altitude
de 74 m a 834 m
Formato
Ida e volta, fecha a 55 m
Municípios/UF
3 municípios em SP

Horas no dia

  • De bike: Média, cerca de 2 h 30 de pedal no dia.
  • Faixas: Leve até 3 h, Média 3 a 5 h, Puxada 5 a 7 h, Extrema mais de 7 h.

De bike: 32 km em 1 dia, a 13 km/h. 1.016 m de subida no dia: pelo menos Média.

Fontes e método

Extensão: ficha oficial do Guia de Áreas Protegidas de SP (Fundação Florestal) · tempo: traçado registrado em 27 de julho de 2025, que mediu 64,56 km de ida e volta · dificuldade: régua do Dicas Outdoor

Desnível medido só na ida (Sete Barras a São Miguel Arcanjo, cortado no ponto de retorno); altitude e formato, no registro inteiro, ida e volta

Os alertas de campo são da passagem relatada em O caminho.

Clima. Leitura do momento em cada ponto, da Open-Meteo, feita quando a página abre; não é previsão.

Vegetação. MapBiomas Coleção 11, ano-base 2025. As porcentagens do título somam floresta e outra cobertura nativa de cada município. É dado do município inteiro, não do corredor: serve de contexto. As barras seguem a ordem do caminho.

Limites da observação. Uma passagem só, de bicicleta, num dia seco de julho e com pouco movimento: a estrada depois de chuva forte e na alta temporada não foi observada. As condições podem ter mudado.

Todas as fontes da página e o método

O que é essa estrada

Uma rodovia estadual que virou atrativo

A SP-139 corta o Parque Estadual Carlos Botelho de ponta a ponta. O trecho dentro do parque é pavimentado com blocos intertravados — não asfalto — e a Fundação Florestal o trata como atrativo próprio: a Estrada-Parque Serra da Macaca. O parque nasceu antes: em 1982, quatro reservas florestais isoladas viraram um só parque.

Hoje a estrada sobe do Núcleo Sete Barras, no fundo do Vale do Ribeira, ao Núcleo São Miguel Arcanjo, quase setecentos metros acima, em curvas fechadas dentro da mata. Sem o parque, a mata do meio já teria virado o que virou dos dois lados. Como a estrada não encurta caminho, quem entra entra para atravessar o parque, com a floresta encostada nos dois lados o percurso inteiro.

Ilustração: a Estrada-Parque da Serra da Macaca em traço de nanquim e aquarela — pavimento de blocos intertravados em espinha de peixe, faixa amarela no centro, subindo em curva entre a Mata Atlântica.
O bloco intertravado. Firme para a roda, mas a subida não dá trégua — e a mata encosta dos dois lados da estrada.

Experiências essenciais

  • Ganhar setecentos metros de altitude sem sair da floresta uma única vez, em curvas fechadas que nunca dão um trecho plano de descanso.
  • Ver a Mata Atlântica trocar de lado: sai do Vale do Ribeira, onde ela sobrou inteira, e chega ao Alto Paranapanema, onde virou lavoura.
  • Entrar na neblina do alto num dia que começou limpo lá embaixo, e entender por que o Vale do Ribeira é o que é.

O caminho

A estrada, do portal ao alto

A estrada não dá tempo de aquecer: a subida começa forte já nos primeiros quilômetros. É a parte mais franca do dia — o que vem depois não fica mais fácil, só mais longo. É estrada de bloco intertravado.

O que cansa aqui não tem truque: é subida acumulada, em curva fechada, sem trecho plano onde as pernas descansem. A mata fechada encosta nos dois lados o percurso inteiro, o que ajuda no sol e atrapalha na visibilidade quando a neblina fecha — e ela fecha no alto mesmo em dia claro lá embaixo.

O portal de cima, o Núcleo São Miguel Arcanjo, é o ponto de virada do dia. E há uma surpresa antes dele: a estrada sobe acima do núcleo antes de descer para ele. Quem planeja o dia pelo desnível do destino erra essa parte.

A volta é a mesma estrada ao contrário, até praticamente o ponto de partida. Somadas ida e volta, é um dia inteiro sobre a bike, num ritmo de quem sobe, não de quem corre.

Na passagem de 27 de julho de 2025 · de bicicleta, subindo do portal de Sete Barras e voltando pelo mesmo traçado

O piso. O bloco intertravado estava firme e regular do começo ao fim.

O dia inteiro, em números. O GPS registrou das 9h41 às 17h51, hora de Brasília, em 7.357 pontos, com as paradas incluídas.

Não foi travessia. Quem atravessar de ponta a ponta, com apoio ou traslado no outro portal, pedala metade do registro. Os dois números medem coisas diferentes.

Por onde passa

O mapa

Perfil de altitude do traçado da Estrada-Parque Serra da Macaca, de Sete Barras ao alto e de volta De 74 m na partida, em Sete Barras, a 834 m no ponto mais alto, no km 39,3; a mínima, 74 m, fica no km 0,0. Fonte: traçado próprio (silvioemanuel, Wikiloc), registrado em 27 de julho de 2025, ida e volta. Reamostrado a cada 25 m e suavizado em ~150 m, o mesmo método do desnível da ficha. Cada município está no km em que o traçado entra nele (malha municipal do IBGE); a altitude da tabela é a do arquivo nesse ponto, sem suavizar, como a da ficha. Traçado próprio · Wikiloc 1.000 m 0 m 834 m

Fonte: traçado próprio (silvioemanuel, Wikiloc), registrado em 27 de julho de 2025, ida e volta.

O perfil em tabela

Reamostrado a cada 25 m e suavizado em ~150 m, o mesmo método do desnível da ficha. Cada município está no km em que o traçado entra nele (malha municipal do IBGE); a altitude da tabela é a do arquivo nesse ponto, sem suavizar, como a da ficha.

Pontokm do traçadoAltitude do traçado
Sete Barras0,074 m
Ponto mais baixo0,074 m
Capão Bonito21,8754 m
São Miguel Arcanjo29,6690 m
Ponto mais alto39,3834 m
  • O registro é de ida e volta: a linha passa duas vezes pelo mesmo traçado e não forma rota circular.
  • Quem atravessa de ponta a ponta, com apoio ou traslado no outro portal, pedala metade da distância registrada.
Os municípios, na ordem do caminho
Ambiente e cuidados

Antes de ir

  • O terrenoBloco intertravado que rola bem e não vira lama, em subida de curva fechada sem trecho plano, dentro da mata o percurso inteiro.
  • Serra e desnívelO desnível cansa mais que a distância. Calçado com tração; bastões ajudam nas descidas.
  • Trechos de mataRaiz e barro escorregadio depois da chuva, sombra e umidade. Leve repelente.
  • Estrada de terra e sol abertoTerra entre pasto e lavoura, com pouca sombra. Boné e protetor solar.
  • Quando irO Vale do Ribeira é uma das regiões mais chuvosas de São Paulo, e a neblina fecha o alto mesmo em dia claro embaixo.

Antes de sair, confira as regras de visitação no site da Fundação Florestal.

Para quem quiser conferir

Dados, fontes e evidências

Fontes e método Fonte gestora · legislação · registro de campo · base cartográfica e dado ambiental · a outra página do mesmo portal

Como foram medidos os 64,56 km

O arquivo GPS tem 7.357 registros, feitos em 27 de julho de 2025, e a distância sai somada ponto a ponto: 64.557 metros. O percurso fecha a 55 metros de onde começou, o que confirma o formato de ida e volta pelo mesmo traçado.

O desnível não é a soma dos altos e baixos do arquivo cru: o perfil é reamostrado a cada 25 metros e suavizado numa janela de cerca de 150 metros antes de somar. Pelo método vigente, o registro inteiro soma +1.367 m e −1.362 m; só a ida, cortada no ponto de retorno, soma +1.016 m e −313 m, o par que a ficha publica.

O tempo de 8h09 é o intervalo entre o primeiro e o último ponto do GPS, com as paradas incluídas — das 9h41 às 17h51, hora de Brasília. Dá 7,9 km/h de média.

Onde os números da passagem divergem da ficha oficial

Extensão

A ficha oficial mede a travessia de ponta a ponta, de um portal ao outro: 31 a 32 km, e o catálogo do site publica 33 por ela. O registro da passagem subiu de Sete Barras e voltou pelo mesmo traçado, e por isso mede o dobro. Não é divergência: as duas medidas estão publicadas.

O ponto mais alto

A ficha descreve os dois portais, não o perfil. O registro da passagem mostra que a estrada sobe acima do portal de cima antes de descer para ele: na subida, o GPS marcou 808 m, contra os 789 m do núcleo, no km 32,0.

O que a altitude máxima não prova

A faixa publicada vai até 834 m, que é o que o arquivo registra na descida. No mesmo lugar, a 24 metros de distância, o GPS marcou 792 m na subida: altímetro de GPS de consumo tem erro dessa ordem, e a máxima é o extremo de uma medição, não a altitude do terreno.

Como o mapa foi feito

Traçado GPS real com os três municípios que a estrada atravessa, marcados por nome e quilometragem — exportado em alta resolução, nítido pra ler ampliado.

Os municípios saem da malha municipal do IBGE, cruzada ponto a ponto com o traçado registrado — cada quilometragem medida contra o traçado, não estimada.

Como o registro é de ida e volta, a linha do mapa passa duas vezes por cima de si mesma: o que se vê é um traçado só, e não uma rota circular.

A via corre dentro de um parque de proteção integral, com portal nas duas pontas.

Fonte oficial consultada

Fonte: Guia de Áreas Protegidas do Estado de São Paulo · consultado em setembro de 2026.

Alcance: informação desta rota e da unidade que a abriga.

Foi consulta documental: a fonte foi lida na data acima, sem confirmação no local.

Legislação

O ato que criou o parque, reunindo quatro reservas florestais isoladas. É de onde saem a área, os municípios e a finalidade.

Registro de campo

Feito em 27 de julho de 2025, de bike, subindo de Sete Barras e voltando. Não é fonte oficial: é o que foi medido e visto naquele dia — inclusive os 42 m de diferença do altímetro entre as duas passagens pelo mesmo ponto.

Base cartográfica e dado ambiental

Bases oficiais e de sensoriamento remoto usadas no mapa e no contexto territorial. Não descrevem a visitação nem substituem a fonte gestora.

A outra página do mesmo portal

O Núcleo Sete Barras, portal de baixo desta estrada, tem trilhas a pé com página própria — outro percurso, outra modalidade, outro dia.

O fio invisível

Uma estrada, três municípios no seu mapa

No painel do Dicas Outdoor a rota tem cartão próprio, com as quatro marcas. Sete Barras, Capão Bonito e São Miguel Arcanjo entram no seu mapa e a rota conta na Sala de Troféus.

Já fez esta rota? Marque no Dicas Outdoor.

Trinta e três quilômetros de floresta em pé

A estrada existe porque o parque existe.

Fique na estrada, leve o seu lixo de volta e desça devagar: o que passa correndo por aqui não viu nada.

🧭 Ver todos os caminhos