Agora
Mata Atlântica
Mais de nove em cada dez hectares de Ubatuba (SP) são mata nativa.
- floresta 92%
- outra cobertura nativa 1%
- uso humano 7%
MapBiomas 2025 · município inteiro
Decisão rápida
Traçado de terceiro · Wikiloc, 2019
Horas de trilha
- A pé: Média, cerca de 3 h 50 de trilha.
- Faixas: Leve até 3 h, Média 3 a 6 h, Puxada 6 a 10 h, Extrema mais de 10 h.
Fontes e método
Medidos em traçado de terceiro (mi-ka, Wikiloc, fevereiro de 2019) · dificuldade: régua do Dicas Outdoor
Pela norma ABNT NBR ISO 3021: distância, subida e descida.
Os alertas de campo são da passagem a pé relatada em O caminho. Não são regra publicada por ninguém.
Clima. Leitura do momento em cada ponto, da Open-Meteo, feita quando a página abre; não é previsão.
Vegetação. MapBiomas Coleção 11, ano-base 2025. O título resume os valores da figura, arredondados. É dado do município inteiro, não do corredor: serve de contexto.
Limites da observação. Uma passagem só. As condições podem ter mudado.
Uma travessia no extremo sul de Ubatuba
No extremo sul de Ubatuba, a Serra do Mar cai direto no oceano e nenhuma estrada liga uma praia à outra: o caminho entre elas é trilha, e sempre foi. A paisagem é habitada, não um cenário vazio. Peres guarda memória de vila caiçara; a Grande do Bonete mantém comunidade de pescadores, roças antigas e a Festa de São Sebastião.
Hoje a travessia sai pelo canto esquerdo da Lagoinha e passa por Oeste, Peres, Bonete (aqui chamado Bonetinho), Grande do Bonete, Deserta, Prainha da Deserta e Cedro do Sul; mapas e relatos trocam a ordem entre Deserta e Cedro. Termina na Fortaleza, sem fortaleza nenhuma: o nome vem do Pontão da Fortaleza, braço de rocha que parece proteger a enseada.
Experiências essenciais
- Passar pela Grande do Bonete, que não é praia deserta: tem comunidade de pescadores, roça antiga e a Festa de São Sebastião.
- Cruzar o rio raso logo na saída da Lagoinha, ainda com os pés secos do estacionamento, e entender que o dia já começou.
- Chegar à Fortaleza e descobrir que não há forte nenhum — o nome vem do pontão de rocha que fecha a enseada.
O caminho
O caminho, praia a praia
Até a Grande do Bonete o caminho é mais franco: areia compacta, raízes e mata sombreada, com um rio raso a cruzar logo na saída da Lagoinha. Nada ali pede técnica — o que cansa é a soma, e o sol nos claros entre uma praia e outra.
Depois o relevo muda. A subida entre a Grande do Bonete e a Deserta, seguida pelas rampas erodidas do setor Cedro do Sul/Fortaleza, é o único trecho realmente íngreme da travessia — e é onde o traçado alcança o ponto mais alto, já na segunda metade do caminho. No papel a altura não impressiona; na prática é raiz, degrau irregular e pedra, e é aí que o ritmo cai.
Chuva muda esse trecho mais do que muda qualquer outro: barro e rocha lisa viram sabão, e o que era atenção passa a ser risco. A caminhada em si não depende da maré, mas ressaca e mar agitado complicam banho e, principalmente, o retorno de barco — que é uma das formas de resolver a volta.
A travessia termina na Fortaleza, não muito longe da Lagoinha em linha reta. Parece pouco no mapa e não é: entre as duas há a encosta inteira, e nenhuma estrada de praia a praia. Quem chega ao fim ainda tem o problema da volta para resolver.
A volta tem três saídas, e uma delas está sinalizada. Na passagem, o carro ficou na rua, na Lagoinha, e a volta até ele foi de ônibus. Há também placa na própria trilha indicando carro de aplicativo, e barco na Praia da Fortaleza. A trilha é linear e termina longe do carro.
Sinal de celular só nas praias abertas. Na areia pegava; na mata e na subida, sumia.
A passagem levou entre 5 e 7 horas.
Na passagem, a trilha estava seca e firme. Foi sorte de dia, não regra de estação: um dia seco aqui é outra trilha.
Na Grande do Bonete, nada à venda. Mesmo sendo a praia com comunidade, na passagem não havia onde comprar água nem comida.
O mapa
Fonte: traçado de mi-ka, Wikiloc, fevereiro de 2019.
O perfil em tabela
Reamostrado a cada 25 m e suavizado em ~150 m, o mesmo método do desnível da ficha. A altitude da tabela é a do arquivo em cada ponto, sem suavizar, como a da ficha.
| Ponto | km do traçado | Altitude do traçado |
|---|---|---|
| Lagoinha | 0,0 | 5 m |
| Ponto mais baixo | 0,7 | 1 m |
| Ponto mais alto | 6,4 | 95 m |
| Fortaleza | 8,6 | 5 m |
- É traçado de terceiro, registro de mi-ka no Wikiloc: não é o da passagem.
- Estar no mapa não promete acesso: as praias do meio não têm estrada.
Os municípios, na ordem do caminho
Antes de ir
- O terrenoAreia que cansa, raízes na mata e pedra junto aos costões; depois da chuva, barro e rocha lisa reduzem o ritmo.
- Litoral e areiaAreia e costão sob sol aberto; areia fofa cansa. Água e protetor redobrados.
- Trechos de mataRaiz e barro escorregadio depois da chuva, sombra e umidade. Leve repelente.
- Quando irPrefira tempo firme, comece cedo, confira chuva, ondulação e maré, abandone o plano diante de temporal ou ressaca e resolva a volta antes de sair, porque a trilha termina longe de onde começa.
Esta trilha não fica dentro de uma unidade de conservação. Antes de sair, confira as informações de turismo da Prefeitura de Ubatuba (consultadas em 13 de outubro de 2026).
Dados, fontes e evidências
Fontes e método O traçado, de terceiro · guia de turismo local · a festa da Grande do Bonete · base cartográfica e dado ambiental
O traçado é de terceiro — e o que isso muda
O traçado GPS em que esta página se apoia foi registrado por mi-ka, no Wikiloc, em 2 de fevereiro de 2019. Por isso os números medidos nele aparecem como “o traçado” ou “o registro de mi-ka”.
Na passagem, a trilha foi percorrida a pé — as notas da passagem, em “O caminho”, são de primeira mão. As duas coisas convivem e vêm separadas nesta página de propósito: quem anda um caminho não fica dono do arquivo de quem o gravou.
O que o traçado mede, somado ponto a ponto em 1.496 registros: 8.554 metros, altitude de 1 m a 95 m com o ponto mais alto no quilômetro 6,4, e 7h23 entre o primeiro e o último ponto. O desnível sai do perfil reamostrado a cada 25 metros e suavizado numa janela de cerca de 150 metros antes de somar: +242 m / −243 m.
Extensão e tempo
Extensão
O traçado mede 8,55 km, somado ponto a ponto.
Tempo
O Ubatuba Guide, consultado em 13 de outubro de 2026, fala em no mínimo 3h30, sem pausas e caminhando rápido. O traçado registra 7h23 entre a primeira e a última marcação — o que dá 1,2 km/h, ritmo de quem para muito, em trilha de praia. Os dois medem coisas diferentes, e nenhum é o “certo”.
Como o mapa foi feito
Traçado GPS com quatro das praias da trilha no quilômetro em que o caminho encosta nelas — a lista completa vem logo abaixo. Exportado em alta resolução, nítido pra ler ampliado.
Cada praia do mapa foi medida contra o traçado: a distância até ele e, quando está sobre o caminho, o quilômetro do percurso.
Os pontos vivem no mapa desta página; o traçado é só a linha. A lista completa, na ordem do caminho, está logo abaixo.
Tudo dentro de Ubatuba (SP) — não há travessia entre municípios aqui, e por isso o marco de cada ponto é a praia, não a cidade. Estar no mapa não promete acesso: as praias do meio não têm estrada.
O traçado, de terceiro
Registro de mi-ka no Wikiloc, de 2 de fevereiro de 2019. Não é fonte oficial: é o arquivo de quem percorreu e publicou, e é dele que saem extensão, altitude, desnível e tempo desta página.
Guia de turismo local
De onde vêm as sete praias entre a Lagoinha e a Fortaleza e o tempo mínimo de 3h30 sem pausas. Não é fonte oficial nem administra a trilha: descreve o passeio para quem visita Ubatuba.
A festa da Grande do Bonete
De onde vem a festa de mais de cento e setenta anos.
Base cartográfica e dado ambiental
Bases colaborativas e de sensoriamento remoto usadas no mapa e no contexto territorial. A Prainha da Deserta não tem registro nelas, e por isso ficou sem pino.
Sete praias não precisam ficar só na memória
No painel do Dicas Outdoor a rota tem cartão próprio, com as quatro marcas. Ubatuba entra no seu mapa e a travessia conta na Sala de Troféus.
Já fez esta rota? Marque no Dicas Outdoor.
Sete praias começam na Lagoinha
A trilha atravessa praia com gente, roça antiga e festa de mais de cento e setenta anos, e a última praia não tem estrada para o seu carro.
Leve o seu lixo de volta e respeite as comunidades por onde a trilha passa: a Grande do Bonete é comunidade de pescadores.
🧭 Ver todos os caminhos