Ilustração: uma estrada de terra coberta de pedra solta desce por dentro da Mata Atlântica, molhada, com samambaiaçus e palmeiras nas margens. Adiante, um ciclista de mountain bike desce a estrada de costas. Do outro lado do vale, entre a neblina, um viaduto de concreto abandonado se ergue sobre a mata, sem estrada nas pontas.
Mountain bike · Serra do Mar · Salesópolis → Caraguatatuba (SP)

Estrada da Petrobras: do planalto ao mar em um dia

Uma travessia de mountain bike em um dia, por estrada de terra e pedra dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, do centro de Salesópolis à rodoviária de Caraguatatuba. Sobe até a crista, desce ao nível do mar e passa o dia sem sinal.

🧭 Travessia linear ⏱️ Dia inteiro · 81,2 km ⛰️ Puxada ↩️ Volta combinada antes

📡 81,2 km no traçado de Rodrigo Veneziani (Wikiloc, 2013), de centro a centro · a fonte oficial conta os ~40 km dentro do parque

As ilustrações desta página são geradas por IA e são meramente ilustrativas.

Agora

Mata Atlântica

Nos municípios da rota, a cobertura nativa vai de 45% a 80%.

  1. Salesópolis54%
  2. Paraibuna45%
  3. Caraguatatuba80%
  • floresta
  • outra cobertura nativa
  • uso humano

MapBiomas 2025 · município inteiro

Em um minuto

Decisão rápida

🚴 Mountain bike — a fonte oficial também cita caminhantes 🧭 Linear — sai do planalto e termina no litoral 🛞 Terra e pedra, cascalho e pedra solta na descida 💧 Água só nas pontas — e comércio também; leve para o dia inteiro 📵 Sinal só nas cidades — baixe o mapa antes ↩️ Resolva a volta antes — na passagem, ida e volta de van
Extensão
81,2 km
Tempo
7h37 no registro
Dificuldade
Puxada

Traçado de terceiro · Wikiloc, 2013

Desnível
Sobe 2.305 m Desce 3.090 m
Altitude
de -1 m (nível do mar) a 1.225 m
Formato
Linear, de Salesópolis a Caraguatatuba
Municípios/UF
3 municípios em SP

Horas no dia

  • De bike: Puxada, cerca de 6 h 15 de pedal no dia.
  • Faixas: Leve até 3 h, Média 3 a 5 h, Puxada 5 a 7 h, Extrema mais de 7 h.

De bike: 81,2 km em 1 dia, a 13 km/h.

Fontes e método

Medidos em traçado de terceiro (Rodrigo Veneziani, Wikiloc, junho de 2013) · dificuldade: régua do Dicas Outdoor

Os alertas vêm da passagem relatada em O caminho — não são a regra publicada do parque.

Clima. Leitura do momento em cada ponto, da Open-Meteo, feita quando a página abre; não é previsão.

Vegetação. MapBiomas Coleção 11, ano-base 2025. As porcentagens do título somam floresta e outra cobertura nativa de cada município. É dado do município inteiro, não do corredor: serve de contexto. As barras seguem a ordem do caminho.

Limites da observação. Uma passagem só: onde estacionar nas pontas não foi observado. As condições podem ter mudado.

Todas as fontes da página e o método

Uma estrada de serviço que virou travessia

Duas estradas pela mesma serra

A estrada corta o Parque Estadual da Serra do Mar, a maior área protegida de Mata Atlântica do país, e liga o planalto de Salesópolis ao litoral de Caraguatatuba. O apelido vem da Petrobras, que por décadas a manteve como estrada de serviço. Nos anos 1970, o antigo DNER começou a abrir por ali uma rodovia pelo alto da Serra do Mar; a crise do petróleo encareceu a obra, o governo ficou com o traçado pela costa, e os viadutos já erguidos ficaram onde estavam.

Hoje a Fundação Florestal chama o trecho dentro do parque de Ciclotrilha Estrada Rio Pardo Limeira, e ele atravessa três núcleos: Padre Dória, São Sebastião e Caraguatatuba. Na descida, um dos viadutos aparece de relance entre as árvores, sem estrada em nenhuma das pontas.

Ilustração: uma estrada larga de terra vermelha com pedrinhas soltas sobe devagar sob um céu azul fundo, com capim alto e árvores à esquerda e um barranco gramado com árvores redondas à direita, em traço de nanquim e aquarela; composição feita a partir das fotos da passagem.
Terra no planalto. Antes de a mata fechar, a estrada corre em terra vermelha, aberta ao sol.

Experiências essenciais

  • Passar pela Capela de São Lourenço e pela Pedra do Papagaio, marcos do Núcleo Padre Dória, na parte alta da travessia.
  • Parar no Mirante da Cruz, perto do quilômetro 28, onde a estrada entra em Caraguatatuba e começa a cair para o litoral.
  • Avistar, a uns 200 metros da estrada, o viaduto de concreto abandonado desde os anos 1970 no meio da mata.

O caminho

A estrada, trecho a trecho, e a volta

Uma estrada só, de terra, que passa o dia subindo até a crista e depois não para de descer.

A saída é o centro de Salesópolis, no planalto. O começo ainda é de sítios e trechos de mata, subindo aos poucos. Quando a estrada entra em Paraibuna, a mata fecha dos dois lados; é a parte do dia que o autor do traçado descreveu como “muitas subidas durante todo o trajeto”.

O ponto mais alto chega depois da Capela de São Lourenço e da Pedra do Papagaio, e logo adiante fica o Mirante da Cruz, já em Caraguatatuba. Dali em diante a serra devolve toda a altitude até o quilômetro 65, onde o caminho chega praticamente ao nível do mar. Nessa descida o piso pesa mais que a inclinação. Um dos comentários no registro do Wikiloc resume o trecho em três palavras, “terra, pedra e cascalho”, e é pedra solta de verdade, que cobra freio e atenção por horas.

Na descida, a estrada passa junto das cachoeiras da encosta e, mais abaixo, perto do viaduto abandonado. O trecho final atravessa a planície de Caraguatatuba e cruza a Rio–Santos antes de chegar à rodoviária.

↩️ A volta

A travessia é linear: são 81 quilômetros de caminho, e o fim fica quase 800 metros abaixo do começo. No registro de 2013, o carro ficou perto da rodoviária de Caraguatatuba e a subida até Salesópolis foi de ônibus, com a bike. Se a linha de ônibus ainda aceita bicicleta, não foi conferido.

Na passagem de 14 de março de 2026 · de bicicleta, de Salesópolis a Caraguatatuba

A volta, na passagem. Uma van levou até Salesópolis e buscou em Caraguatatuba.

O acesso, na passagem. No alto da serra, a estrada passa pela entrada do parque, depois de mais de vinte quilômetros quase só de subida. Na passagem, a saída de Salesópolis foi antes das 7h.

Por onde passa

O mapa

📡 Traçado de terceiro · Wikiloc, 2013
Perfil de altitude do traçado da Estrada da Petrobras, de Salesópolis a Caraguatatuba De 790 m na partida, em Salesópolis, a 1.225 m no ponto mais alto, no km 26,1; a mínima, -1 m, fica no km 78,1. Fonte: traçado de Rodrigo Veneziani, Wikiloc, junho de 2013. Reamostrado a cada 25 m e suavizado em ~150 m, o mesmo método do desnível da ficha. Cada município está no km em que o traçado entra nele (malha municipal do IBGE); a altitude da tabela é a do arquivo nesse ponto, sem suavizar, como a da ficha. Traçado de terceiro · Wikiloc, 2013 1.250 m -250 m 1.225 m

Fonte: traçado de Rodrigo Veneziani, Wikiloc, junho de 2013.

O perfil em tabela

Reamostrado a cada 25 m e suavizado em ~150 m, o mesmo método do desnível da ficha. Cada município está no km em que o traçado entra nele (malha municipal do IBGE); a altitude da tabela é a do arquivo nesse ponto, sem suavizar, como a da ficha.

Pontokm do traçadoAltitude do traçado
Salesópolis0,0791 m
Paraibuna18,91.051 m
Ponto mais alto26,11.225 m
Ponto mais baixo78,1-1 m
Caraguatatuba79,91 m
  • O traçado é de terceiro, publicado no Wikiloc; na passagem, o percurso inteiro foi refeito no mesmo sentido.
  • A cachoeira e o viaduto ficam fora do percurso: a distância é em linha reta e não significa que dá para chegar.
Os municípios, na ordem do caminho
Ambiente e cuidados

Antes de ir

  • O terrenoEstrada de terra na mata: planalto de sítios, mata fechada até a crista e uma descida longa e pedregosa até a planície de Caraguatatuba.
  • Serra e desnívelO desnível cansa mais que a distância. Calçado com tração; bastões ajudam nas descidas.
  • Trechos de mataRaiz e barro escorregadio depois da chuva, sombra e umidade. Leve repelente.
  • Litoral e areiaAreia e costão sob sol aberto; areia fofa cansa. Água e protetor redobrados.
  • Quando irDe maio a agosto chove menos e a estrada tende a estar mais firme; no verão, a pedra fica lisa e a neblina fecha o alto.

Antes de sair, confira as regras de visitação no site da Fundação Florestal.

Para quem quiser conferir

Dados, fontes e evidências

Fontes e método Fonte gestora · o traçado e o relato de campo · imprensa e entidades · base cartográfica e dado ambiental

A medição dos 81,2 km

A distância foi somada ponto a ponto pelos 2.585 registros do arquivo de Rodrigo Veneziani, de 19 de junho de 2013, sem estimativa e sem cópia de ficha. O arquivo não tem buraco: o maior salto entre dois pontos é de 594 metros. Os municípios saíram da geocodificação reversa do OpenStreetMap a cada 2 km do traçado.

O desnível, +2.305 m e −3.090 m, sai do método que o site usa em todas as rotas: o traçado é reamostrado a cada 25 metros e a altitude é suavizada numa janela de uns 150 metros, para que a oscilação do altímetro do GPS não vire subida que não existe. Para o mesmo arquivo, o Wikiloc calcula +1.827 m e −2.612 m. Métodos diferentes dão números diferentes para a mesma rota; o que importa aqui é medir todas as rotas do site do mesmo jeito.

Onde estes números divergem da fonte oficial

Extensão

A notícia oficial de 2022 fala em “pouco mais de 40 quilômetros de trilha”. É o trecho dentro do parque. Os 81 km desta página vão do centro de Salesópolis à rodoviária de Caraguatatuba e incluem as estradas de acesso nas duas pontas. Os dois números estão certos e medem percursos diferentes.

Altitude e dificuldade

A fonte oficial não publica altitude, desnível nem dificuldade. A classificação Puxada é da régua do site: 81 km a 13 km/h dão pouco mais de 6 horas de pedal. Os cerca de 2.300 m de subida, a pedra solta e o isolamento pesam de verdade, mas a faixa de esforço de bike conta o tempo de pedal e não soma esses fatores. O Wikiloc classifica o registro como “Difícil”.

Como o mapa foi feito

Traçado do GPX publicado no Wikiloc, sobre base OpenStreetMap, com Salesópolis, a entrada em Paraibuna, Caraguatatuba, dois mirantes sobre a estrada, uma cachoeira e o viaduto abandonado.

A forma do pino diz o que ele é. Losango cheio: sobre o traçado, a Pedra do Papagaio e o Mirante da Cruz. Losango vazado: perto, fora do percurso, a cachoeira e o viaduto abandonado. As distâncias são em linha reta, não por trilha, e não significam que dá para chegar.

O “cerca de 790 metros” de Salesópolis, no texto, é a altitude do começo do traçado, mostrado no perfil desta página.

Salesópolis e Caraguatatuba estão marcadas pela sede, nas pontas do traçado. Paraibuna está marcada onde a estrada entra no município, no quilômetro 19, porque a sede fica a uns 25 km da rota.

Fonte oficial consultada

Fonte: Prefeitura de Caraguatatuba · consultado em 23 de setembro de 2026.

Alcance: informação desta rota.

Foi consulta documental: a fonte foi lida na data acima, sem confirmação no local.

Fonte gestora

Quem administra o parque. A notícia da reabertura, com a extensão e os núcleos, está citada com data em “Fonte oficial consultada”, acima.

O traçado e o relato de campo

O arquivo GPS é de Rodrigo Veneziani, de junho de 2013. Não é fonte oficial: é o registro de quem andou, com os comentários de outros ciclistas. O relato da passagem de 14 de março de 2026 é próprio e não tem arquivo publicado.

Base cartográfica e dado ambiental

Bases colaborativas e de sensoriamento remoto usadas no mapa e no contexto territorial. Não descrevem a visitação nem substituem a fonte gestora.

O fio invisível

A serra entra no seu mapa

No painel do Dicas Outdoor, o cartão desta rota tem as quatro marcas — ❤️ favorita, “quero ir”, “já fui” e “de novo”. Ela conta na Sala de Troféus e leva junto os três municípios que cruza: Salesópolis, Paraibuna e Caraguatatuba.

Já fez esta rota? Marque no Dicas Outdoor.

A serra é do parque

Uma estrada de serviço que virou travessia, do planalto ao mar, por dentro da mata.

Não saia da estrada, leve o seu lixo de volta até Caraguatatuba e desça no ritmo de quem divide o caminho com a fauna.

🧭 Ver todos os caminhos