Entre a Praia das Galhetas, em Caraguatatuba, e a Caçandoca, em Ubatuba, a rota costura dez praias, mata atlântica de encosta e costões. São 16,7km medidos, com +1.034m de ganho acumulado, e dificuldade extrema — o registro que usamos levou 6h44 para vencê-los. O formato usual reserva 2 dias e 1 noite, com acampamento no meio do caminho.
Travessia do Saco das Bananas · Galhetas (Caraguatatuba) → Caçandoca (Ubatuba) · 16,7km · 2 dias · Extrema
As duas marcas levam ao Dicas Outdoor — é lá que a rota entra no seu mapa, e as 8 praias da travessia entram junto na sua coleção de praias.
desce e caminhaPartindo da Praia das Galhetas, na divisa com a Tabatinga (Caraguatatuba), o rumo alcança Figueira, Ponta Aguda, Mansa, Lagoa, Simão (Brava do Frade), Saco das Bananas, Raposa e Caçandoquinha, até a Caçandoca, em Ubatuba — a única mudança de município, e as dez praias da Trilha das 10 Praias. São 16,7km, com +1.034m de ganho e −1.048m de perda, entre 2m e 143m, alternando areia, costão e mata atlântica de encosta. O registro de referência (aacoelho, 1º de abril de 2017, Wikiloc) levou 6h44 com paradas — 2,5km/h, ritmo que a dureza do terreno impõe, daí o formato usual em dois dias com uma noite. O piso alterna salgado e escorregadio com raízes, barro e areia fofa, sob rampas de mata fechada — chuva e mochila de pernoite pesam mais. A corda aparece como auxílio, não garantia: na costeira entre Caçandoca e Caçandoquinha, teste cada ponto e recue se pedra, fibra ou ancoragem não inspirarem confiança.
Em dois dias com uma noite, a divisão reduz a pressa, não a dificuldade — a Praia do Simão é a parada habitual, no meio do percurso. Vá com previsão estável, cedo e fora de chuva forte, conferindo maré, ondulação e alertas na véspera: mesmo seco, a umidade da mata mantém raízes, barro e pedras lisos, e o sol pesa nos costões; diante de temporal ou ressaca, abandone a travessia. Jararaca e jararacuçu têm registro na Mata Atlântica de Ubatuba, e o capim-navalha justifica calça e manga comprida; já o javali, citado em turismo, não tem registro verificável na região. O que cobra é o costão: pedra molhada, limo, mochila de pernoite e mar batendo embaixo.
A Caçandoca, no fim da travessia, é território quilombola — o primeiro reconhecido no litoral norte paulista, com 890 hectares reconhecidos pelo Itesp em 2000. O núcleo se concentra ali, na chegada; quem chega de carro costuma achar estacionamento, mas confirme acesso antes de ir. A antiga fazenda escravista produzia café e cana; depois da Abolição a banana ganhou peso na economia, e nos anos 1970 famílias foram expulsas e terras cercadas pela especulação imobiliária, até a mobilização comunitária sustentar o retorno. Os 16,7km daqui partem da Tabatinga, antes das Galhetas, por isso alcançam praias que um registro de 2022, só Galhetas → Caçandoca, não pega — mede 12,8km. Os 15km citados em turismo caem entre os dois traçados; até a correção de setembro de 2026, esta página serviu um GPX de 56,8km, na verdade a travessia combinada com a Trilha das 7 Praias, em três dias.
O traçado real (GPS) da Praia da Tabatinga à Praia da Caçandoca. No mapa, sobre ele, as praias que a travessia costura — cada uma com o km em que aparece.
Traçado GPS real com as praias da travessia marcadas por nome e quilometragem.
Praias conferidas no OpenStreetMap ao longo do traçado (raio de 300m — trilha estreita de trekking). Galhetas e Raposa, citadas no texto, ainda não estão mapeadas lá, por isso não aparecem no mapa. Os pontos vivem no mapa, não no GPX — o arquivo logo abaixo nesta página é só o traçado.
Temperatura e condição atual nas duas pontas do trajeto.
Marque a travessia como "quero ir" ou "já fiz" no Dicas Outdoor. Caraguatatuba e Ubatuba entram no seu mapa e contam na Sala de Troféus.
Carregando…
Na Caçandoca, a travessia termina onde uma comunidade quilombola vive — chegada, não pano de fundo.
🧭 Ver todos os caminhos