O Núcleo Santana é a porta mais visitada do Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, no vale do Rio Betari. Num único dia, o nosso registro encadeou as cavernas Santana, Água Suja, Couto e Morro Preto: 6,6km de trilha entre caverna e rio — quase sete horas e meia de relógio, porque aqui o tempo se gasta embaixo da terra, não em quilômetro.
PETAR · Núcleo Santana · Iporanga (SP) · 6,6km medidos · 1 dia · Leve a média
As duas marcas levam ao Dicas Outdoor — é lá que a rota entra no seu mapa.
entra na rochaO Alto Ribeira é uma faixa de rocha carbonática. Água de chuva levemente ácida dissolve o calcário ao percorrer fraturas e, em milhões de anos, abre condutos, salões, sumidouros e ressurgências — o relevo cárstico. É por isso que a região concentra a maior quantidade de cavernas do país numa única unidade de conservação: 521 cavidades, 441 em Iporanga e 80 em Apiaí.
O Decreto estadual nº 32.283, de 19 de maio de 1958, criou o então Parque Estadual do Alto Ribeira, com 35.712 hectares, e a Lei nº 5.973, de 1960, ratificou a criação e adotou o nome atual. Meio século antes, o naturalista Ricardo Krone já havia percorrido e descrito dezenas dessas cavernas — o Vale do Ribeira foi província mineral de chumbo, zinco e prata, com minas perto do próprio Rio Betari.
O Betari organiza a paisagem deste núcleo, conectando-se ao mundo subterrâneo por sumidouros e ressurgências. O PETAR se emenda ao Intervales, ao Carlos Botelho e à Estação Ecológica de Xitué, no Contínuo Ecológico de Paranapiacaba. O dia do nosso registro segue a lógica de caverna por caverna, não uma trilha única. Na Santana, a maior do conjunto, o roteiro equipado percorre 495 metros dos mais de 9km mapeados, ao lado do Rio Roncador. Na Couto, a mais curta, a ficha oficial marca 1 a 2km, fácil; na Morro Preto, até 1km, moderada; na Água Suja, pela Trilha do Betari, 3 a 4km, difícil, com travertinos e cachoeira no trecho final. Cada roteiro exige monitor credenciado, com janela e cota próprias — na Santana, das 9h às 15h, até 208/dia. É esse encadeamento de quatro fichas que o GPX registrou em 6,6km e 7h30, fechando o circuito a 58 metros de onde começou.
Esta página é do lugar, não de uma trilha só. Abaixo, o que o núcleo abre — inclusive o que ainda não está no nosso catálogo.
O traçado real (GPS) do dia no núcleo, de caverna em caverna e de volta ao ponto de partida.
Traçado GPS real com as cavernas do percurso marcados por nome e quilometragem.
Marcos conferidos no OpenStreetMap ao longo do traçado (raio de 300m). Eles vivem no mapa, não no GPX — o arquivo logo abaixo nesta página é só o traçado.
O percurso inteiro está em Iporanga (SP), então há um número só — não existe "mais verde" nem "mais urbanizado" a comparar.
Chuva aqui não é só desconforto: ela muda o nível dos rios que correm dentro das cavernas.
Marque cada caverna como "quero ir" ou "já fui" no Dicas Outdoor. São quatro fichas — Santana, Água Suja, Couto e Morro Preto — e cada uma conta separadamente na Sala de Troféus, mesmo tendo saído no mesmo dia. Iporanga entra no seu mapa uma vez só.
Carregando…
Não toque nas formações, não saia do trajeto autorizado e leve o seu lixo de volta — o que se quebra numa caverna leva milhares de anos para voltar.
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