Caminhante a pé, de costas, com calça e camisa encharcadas e cobertas de lama e capacete com lanterna, subindo a trilha molhada do vale ao lado de um rio raso, com paredão de calcário sombreado à esquerda — imagem gerada por IA, meramente ilustrativa.
PETAR · Núcleo Ouro Grosso — Iporanga (SP)

O núcleo que começa na porta da vila

Dos cinco núcleos do PETAR, o Ouro Grosso é o que fica colado no Bairro da Serra: a portaria aparece a 400 metros de caminhada desde a vila. Foi assim que o nosso registro saiu — a pé, de casa até a Caverna Alambari de Baixo e até a saída da Alambari, 6,1km de ida e volta pelo vale do Betari, em pouco mais de três horas.

PETAR · Núcleo Ouro Grosso · Iporanga (SP) · 6,1km medidos · 1 dia · Leve a média

🥾 6,1km ⏱️ ~3h15 Leve a média SP 🌳 Mata Atlântica

As duas marcas levam ao Dicas Outdoor — é lá que a rota entra no seu mapa.

sai da vila
Imagem meramente ilustrativa, gerada por IA — não é uma fotografia real do local.
Antes de decidir

Este circuito combina comigo?

Onde a vila e o parque dividem a mesma rua

O lugar: o núcleo do Bairro da Serra

O Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira foi criado pelo Decreto estadual nº 32.283, de 19 de maio de 1958, com 35.712 hectares, e guarda 521 cavernas — a maior concentração do país numa única unidade de conservação, 441 delas em Iporanga. Tem cinco núcleos, cada um com portaria e roteiros próprios; o Ouro Grosso fica no fundo do vale do Betari, encostado no Bairro da Serra.

O Bairro da Serra é a vila-base deste lado do PETAR — pousadas, campings, bares e os monitores que conduzem as cavernas. Não é preciso pegar estrada até a portaria: o nosso registro saiu andando da vila e cruzou o portão no km 0,4, subindo de 156m a 285m pelo vale. Iporanga tem 91,3% do território em cobertura vegetal nativa, e o Bairro da Serra cabe na fatia rara que não é mata. O núcleo funciona de terça a domingo, das 8h às 17h.

O núcleo tem centro de visitantes, estacionamento, alojamento (para estudantes, pesquisadores e equipes de espeleologia) e um museu cultural com casa de farinha, monjolo e moenda de cana. As duas cavernas são a Alambari de Baixo, com salão amplo e galeria fluvial até a ressurgência no sopé da montanha, e a Ouro Grosso, pela Trilha da Figueira — entrada baixa e estreita, salão maior, até 500 metros fáceis, terminando numa cachoeira subterrânea. Cada roteiro exige monitor credenciado, com janela e cota próprias: Alambari das 8h às 15h20 (até 184/dia), Ouro Grosso das 8h às 15h (até 120). Até setembro de 2026 o catálogo trazia este circuito em duas entradas; hoje é uma ficha só, pelo mesmo dia e núcleo.

Três motivos para escolher o Ouro Grosso

Por que este núcleo, e não outro

Não precisa de carroQuatrocentos metros do Bairro da Serra até a portaria. É o núcleo do PETAR que se resolve a pé desde a pousada — o único do parque em que a logística do dia cabe inteira dentro da vila.
Uma cachoeira debaixo da terraO roteiro autorizado da Caverna Ouro Grosso, pela Trilha da Figueira, termina numa cachoeira subterrânea. São até 500 metros de percurso, e a ficha oficial os classifica como fáceis.
Rio dentro da cavernaA galeria da Alambari de Baixo é fluvial: há rio ativo lá dentro. Chuva forte e cheia mudam o que está aberto, e a decisão é tomada no dia — vá com plano B e sem apego ao roteiro combinado.
Uma página, o núcleo inteiro

Os percursos do Núcleo Ouro Grosso

Esta página é do lugar, não de uma trilha só. Abaixo, o que o núcleo abre — inclusive o que ainda não está no nosso catálogo.

Alambari de Baixo e Caboclos — Rio IporangaO circuito do núcleo num dia só: da portaria até a Caverna Alambari de Baixo — salão de entrada amplo, galeria fóssil fechada à visitação e galeria fluvial acompanhando o rio ativo — e, adiante, pela entrada das trilhas da Caverna Temimina e da Pedra do Chapéu até o Rio Iporanga. É o percurso que o nosso registro cobre, feito a pé.
Por que uma ficha sóAté setembro de 2026 este circuito aparecia partido em duas rotas no nosso catálogo, "Alambari de Baixo" (4km) e "Caboclos Rio Iporanga" (16km). Era o mesmo dia, no mesmo núcleo, com traçados que se sobrepõem — agora é uma entrada só, de 16km.
Registro de mudança, não é percurso
Trilha da Caverna Ouro GrossoAcesso pela Trilha da Figueira: entrada baixa e estreita, depois um salão maior e a galeria do rio, terminando numa cachoeira subterrânea.
Ainda não é entrada própria no catálogo
Museu cultural do núcleoCasa de farinha, monjolo e moenda de cana, na própria área do centro de visitantes — não é trilha, mas é parte da visita.
Não é rota do catálogo
A ficha técnica desta página é do percurso que nós medimos: a ida e volta do Bairro da Serra à Caverna Alambari de Baixo. As demais entradas estão aqui porque quem chega ao Ouro Grosso escolhe entre elas.
Por onde passa

O trajeto

O traçado real (GPS) do nosso registro, com a quilometragem anotada na hora, do Bairro da Serra à saída da Alambari.

📥 Mapa real baixado de apps

Traçado GPS real com as cavernas do percurso marcados por nome e quilometragem.

Marcos conferidos no OpenStreetMap ao longo do traçado (raio de 300m). Eles vivem no mapa, não no GPX — o arquivo logo abaixo nesta página é só o traçado.

O percurso inteiro fica dentro de Iporanga (SP) — conferido contra a malha municipal do IBGE, com todos os pontos amostrados do registro no mesmo município. Por isso o marco de cada ponto é a caverna ou a portaria, não a cidade. O registro termina a cerca de 1,1km do ponto de partida, no outro extremo da vila.
Bairro da Serra → Alambari de Baixo

Quantos km, quanto tempo

Extensão medida
6,1km
⏱️ Tempo do registro
~3h15
⛰️ Altitude
156m – 285m
Formato
Ida e volta pelo vale
Município
Iporanga (SP)
Os 6,1km, as altitudes e o tempo saem do GPX do nosso próprio registro (977 pontos, 30 de julho de 2025), que partiu do Bairro da Serra. A fonte oficial descreve o roteiro da Alambari de Baixo com 4 a 5km e 2h30 a 3h, e o nosso catálogo traz a rota com 4km: a diferença é o pedaço andado da vila até a portaria e de volta, que a ficha oficial não conta porque começa no portão. Registramos os dois lado a lado, sem substituir o medido pelo publicado.
MapBiomas · Coleção 10.1 (2024)

Quanto de mata resta no caminho

O percurso inteiro está em Iporanga (SP), então há um número só — não existe "mais verde" nem "mais urbanizado" a comparar.

🏙️ Município de Iporanga (SP)
91,3% natural
% de cobertura vegetal nativa por área total do município (floresta + formação natural não florestal + água natural), ano-base 2024, fonte oficial MapBiomas Coleção 10.1. É o dado do município inteiro, não um recorte do corredor exato da trilha — e aqui os dois quase se confundem: Iporanga tem 115 mil hectares, boa parte deles parque estadual. Vale notar que o Bairro da Serra fica dentro desses 8,7% que não são vegetação natural: a vila é pequena, e a mata começa no fim da rua.
Tempo real · Open-Meteo

Clima agora no vale do Betari

Chuva aqui não é só desconforto: ela muda o nível do rio que corre dentro da Alambari.

Atualizado em tempo real · não substitui a previsão do tempo antes de sair.
Antes de ir

Como se preparar para o Núcleo Ouro Grosso

O que apuramos sobre acesso, em consulta de setembro de 2026, e que precisa ser confirmado na fonte antes de ir: as fichas oficiais das duas cavernas do núcleo constavam com monitoria por profissional credenciado e cada roteiro com janela própria de horário de entrada e cota diária — na Alambari de Baixo, entrada das 8h às 15h20 e cota de 184 visitantes por dia; na Ouro Grosso, das 8h às 15h e 120 por dia. O núcleo aparece funcionando de terça a domingo, e o regulamento específico do PETAR indica o setor das 8h às 17h. A venda e o agendamento aparecem centralizados na plataforma oficial de ingressos dos parques paulistas, com o código do monitor pedido na reserva; os monitores credenciados são, em boa parte, moradores do próprio Bairro da Serra. Sobre equipamento individual, combine capacete e iluminação com quem vai conduzir — o regulamento público que lemos detalha o equipamento do monitor, não o de cada visitante. E chuva e cheia podem fechar caverna no próprio dia. Confirme tudo na fonte oficial antes de sair — regra de acesso é o dado que mais envelhece.
O fio invisível

O rio que sai da rocha não precisa ficar só na memória

Marque a rota como "quero ir" ou "já fui" no Dicas Outdoor. Iporanga entra no seu mapa e conta na Sala de Troféus.

Antes de tudo, confie na fonte

Fontes oficiais

Carregando…

A mata começa no fim da rua

Não toque nas formações, não saia do trajeto autorizado e leve o seu lixo de volta — quem conduz aqui mora do outro lado do portão.

🧭 Ver todos os caminhos