O nome oficial da cavidade é Gruta da Tapagem. "Caverna do Diabo" é como o Vale do Ribeira a chama, e há mais de uma versão para isso — nenhuma comprovada. O que é fato: cerca de 8,8km de galerias mapeadas, dos quais uns 600 metros formam o roteiro iluminado, com escadas, pontes e passarelas. Do lado de fora, a Trilha da Cachoeira do Araçá resolve o resto da tarde.
Parque Estadual Caverna do Diabo · Eldorado (SP) · Caverna + trilha · 1 dia · Leve
As duas marcas levam ao Dicas Outdoor — é lá que a rota entra no seu mapa.
desce na rochaAté 2008, tudo isto era Parque Estadual de Jacupiranga, criado em 1969. A Lei estadual nº 12.810, de 21 de fevereiro de 2008, redesenhou o território: dividiu o antigo parque em três (Caverna do Diabo, Rio Turvo e Lagamar de Cananeia) e amarrou tudo num Mosaico do Jacupiranga de 243.885 hectares e 14 unidades. O Parque Estadual Caverna do Diabo ficou com 40.219 hectares, distribuídos por Eldorado, Iporanga, Barra do Turvo e Cajati. Eldorado sozinho tem 165 mil hectares, entre sede urbana, bananal, pasto e território quilombola além do parque.
A gruta é conhecida desde muito antes. Foi desapropriada pelo Estado em 1910, estudada pelo naturalista Ricardo Krone, atravessada pela primeira vez em 1964; a estrada de acesso veio no fim dos anos 1960, com piso, represamento do Ribeirão da Tapagem e iluminação elétrica a partir de 1970. As galerias somam cerca de 8,8km topografados pela caracterização técnica de 2023 — a ficha oficial ainda registra 6.340m, de um levantamento mais antigo —, mas só uns 600 metros formam o roteiro público: salões de estalactites, estalagmites, colunas e cortinas, com escadas e passarelas. Não exige técnica de espeleologia, mas tem monitoria obrigatória e acessibilidade oficialmente parcial.
A hidrologia explica a caverna melhor que qualquer lenda: as águas do Ribeirão da Tapagem entram por um sumidouro no setor turístico e ressurgem na área do Rio das Ostras. O entorno não é só floresta: comunidades quilombolas como André Lopes ficam perto da gruta, e quem conduz a visita costuma ser dali. As lendas persistem: numa versão, moradores guardavam a colheita na gruta e o Diabo a espalhava; noutra, escravizados fugidos das minas ouviram gemidos lá dentro — tradição oral, sem comprovação. Lá dentro, nem o GPS resolve: no nosso registro, ficou 1h15 sem um único ponto, o tempo dentro da caverna, fora do alcance de sinal.
Esta página é do lugar, não de uma trilha só. Abaixo, o que o parque abre — inclusive o que ainda não está no nosso catálogo.
O traçado real (GPS) do nosso registro na superfície — o que o aparelho conseguiu ver.
Traçado GPS real com as cavernas do percurso marcados por nome e quilometragem.
Marcos conferidos no OpenStreetMap ao longo do traçado (raio de 300m). Eles vivem no mapa, não no GPX — o arquivo logo abaixo nesta página é só o traçado.
O percurso inteiro está em Eldorado (SP), então há um número só — não existe "mais verde" nem "mais urbanizado" a comparar.
Dentro da gruta a temperatura quase não varia; fora dela, a chuva do Vale do Ribeira manda no dia.
Marque a rota como "quero ir" ou "já fui" no Dicas Outdoor. Eldorado entra no seu mapa e conta na Sala de Troféus.
Carregando…
Não toque nas formações e não saia do trajeto: o que se quebra ali levou milhares de anos para se formar, gota a gota.
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