No século XIX, Bananal foi a cidade mais rica do café paulista e derrubou tudo o que dava pra derrubar. O que restou está aqui: 884 hectares na Serra da Bocaina, entre 1.100 e 1.918 metros, com três trilhas curtas abertas ao público — uma delas sobre 800 metros de calçamento de pedra que ninguém sabe ao certo quem assentou.
Estação Ecológica de Bananal · Bananal (SP) — 3 trilhas autoguiadas + a ciclorrota do Madeiriti · Serra da Bocaina
As duas marcas levam ao Dicas Outdoor — é lá que a rota entra no seu mapa.
desce e caminhaBananal foi o segundo maior produtor de café da província de São Paulo em 1836 e o maior em 1854. A riqueza levantou o Solar Aguiar Vallim na década de 1850 e financiou um ramal ferroviário, inaugurado em 1889 e desativado em 1964 — mesmo ano em que o Estado declarou reserva florestal as glebas 8 e 9 do 6º Perímetro de Bananal. Entre as fazendas da região estava a Madeirit, madeireira que seguiu explorando a mata até a proteção chegar — hoje dela vem o nome do Caminho da Madeiriti, estrada de terra de quase 30km que liga o Solar à portaria da Estação.
Esta mata não sobreviveu porque alguém a protegeu a tempo — sobreviveu porque ninguém a quis. São encostas acima de 1.100 metros, com mais de 60% do terreno em declividade superior a 30%, solo raso e acesso ruim: terra onde o café não pegava. O Decreto estadual nº 43.193, de 1964, criou a reserva; o Decreto nº 26.890, de 1987, transformou os mesmos 884 hectares em Estação Ecológica. Um dos trechos íngremes guarda ainda hoje 800 metros de calçamento de pedra assentado à mão, cadastrado como sítio arqueológico SP-BN-01 — e as fontes nem concordam se é caminho de ouro do século XVIII ou estrada de café de 1830.
O Plano de Manejo de 2022 encontrou cerca de 75% da unidade em floresta primária ou em estágio avançado de regeneração — contra os 30% estimados em 1977. O inventário registrou 258 espécies de aves e 709 de plantas, entre elas bromélias raras que renderam à área o apelido de "paraíso das bromélias". Vivem ali cinco espécies de primatas, incluindo o muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides), o maior macaco das Américas, o bugio-ruivo e a onça-parda. Desde 2006 a Estação integra o Mosaico Bocaina. Quem sobe hoje encontra três trilhas autoguiadas — entre elas o Bosque Conexão, de plantio de mudas nativas —, cota diária de 50 visitantes e regras que lembram o tempo que essa mata levou para se formar: nada de fogueira, churrasco ou produto químico na água das quedas.
São três trilhas dentro da unidade, mais a ciclorrota que chega até ela. Distância, duração e dificuldade abaixo são as que a própria Fundação Florestal publica.
Cada uma tem ficha própria no catálogo e conta separadamente na Sala de Troféus.
O traçado real (GPS) da trilha que percorremos, ponto a ponto — a única dos percursos da Estação de que temos registro próprio.
A trilha inteira está em Bananal, então há um número só — não existe "mais verde" nem "mais urbanizado" a comparar.
Temperatura e condição atual na cidade, no vale, e lá em cima na Estação — não é a mesma manhã.
Marque cada percurso como "quero ir" ou "já fiz" no Dicas Outdoor. Bananal entra no seu mapa e cada trilha conta separadamente na Sala de Troféus.
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Dez quilômetros de estrada de terra depois do km 15 da SP-247, e a Mata Atlântica que o café não alcançou continua exatamente onde estava.
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